sábado, 23 de maio de 2009

Intensidade.

Seria esta apenas a falta de razão?Ou uma forma de se ver a vida, tentando aproveitá-la ao máximo?Ou ainda talvez, uma forma de fugir da realidade tão malvada, desgastada, que todos estão acostumados a vivenciar?
Muda-se a cidade, muda-se o clima, muda-se as pessoas, mas o pensamento geral é o mesmo.
O ser humano quando não passa por desgraças, tragédias como guerras e fome, ou qualquer necessidade aguda, tem uma preocupaçao : a necessidade de não estar só, de ter um grande amor. E mesmo vendo que nascemos sós, vivemos e mudamos sós, no fim ainda estaremos sós, ainda buscamos a parte que falta de nós, mesmo que seja fictícia.
Alguns conseguem se controlar e não se anular nesse tipo de situação. Buscando, sem se perder.
Já outros, os que vivem intensamente, procuram não racionalizar e deixar as coisas acontecerem, mas sempre acontece o que esses não querem e assim, vai num ciclo que nunca tem fim. Resumo da Ópera: Deus colocou a cabeça em cima do coração por algum motivo..Nhaaaaa!!!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Relacionamentos (Arnaldo Jabor)

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa: - 'Ah, terminei o namoro... ' - 'Nossa, quanto tempo?' - 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou' - É não deu...? Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível. Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante... E se o beijo bate... Se joga... Senão bate... Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa. Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar. Enfim... Quem disse que ser adulto é fácil?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Por Diceu Siqueira....

Sim... A vida passa muito depressa! Fico me perguntando porque a gente perde tempo com tanta coisa que não nos levam a nada!
Talvez, essas coisas que não vão nos levar a lugar nenhum sejam assim porque não dão certo. Vai saber!
A gente sempre pensa: Em que momento eu me perdi? Dever haver um momento em que cometemos o erro crucial para desencadear uma série de erros que, por mais que façamos, simplesmente não se consertam.

Sim... As pessoas são complexas! São tão surreais que teimam em dizer exatamente o contrário do que sentem. Às vezes para agradar alguém ou para se proteger... Definitivamente eu não sei o motivo. Tudo poderia ser resolvido com um sorriso, uma ligação ou uma simples conversa franca. Mas isso é pedir demais.

Sim... Amar é complicado! Não que eu tenha desistido dele, mas cada vez que o tempo passa vejo que não tenho a menor aptidão em ser amado. Isso deve ser um dom e, Deus, não me ofereceu essa dádiva.
Não existe apenas o “sim” e o “não”. Existem, na verdade, o que você quer e o que não quer. Parece à mesma coisa... Mas é diferente na prática.

Não... Não estou triste ou deprimido! Estou apenas tentando escrever para dizer a mim mesmo o que devo escutar. Porque de solidão eu entendo bem e, como diz um querido amigo poeta: “... O amor é um vizinho que não conheço”.
Vai ver, esse vizinho, já tem amigos demais.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Brigas... e Depois?
Chico Buarque.
Santa Cruz, número 3 - 05/63


Eram meras questões de minutos. E o encontro dos namorados mais parecia um duelo de ciúmes.
— Você chega sempre atrasado.
— É, sei. E ontem, quem é que ficou aqui esperando, que nem um pateta?
— Ah, eu só atrasei dois minutos. Hoje você atrasou dez.
— Você é que chegou adiantada. Mas deixa que qualquer desses dias eu descubro o que você tanto faz, que nunca chega na hora certa.
E as discussões se sucediam, sem pé nem cabeça. Mas ciúmes são cegos como o próprio amor. São sentimentos mesquinhos, minuciosos, não esquecem a insignificância dos mínimos segundos. As batidas do coração jamais deveriam se escravizar aos tiquetaques desencontrados de dois relógios diferentes.
A verdade, porém, é que eram ambos loucos, um pelo outro, e seus corações acabavam por se entender, num ritmo comum de compreensão. E as hostilidades descansavam invariavelmente em beijinhos e mil perdões.
— Desculpe, viu, amor?
— Que nada, meu bem, a culpa foi toda minha.
— Não, eu é que fiquei nervosa.
— Deixa disso, eu banquei o bruto.
Por pouco não voltavam a discutir.
Assim correram muitos meses e muitas, muitas brigas, e os dois não chegavam a um acordo. Mas a vida tem dessas coisas. Quando se dá conta, a felicidade já é irremediavelmente retrato na parede, cartinha na gaveta, passando.
Alguns anos mais tarde, ela se casava com um rapaz bonito, tipo galã da Metro. Viveram em harmonia, sem brigas, sem discussões, talvez por falta de imaginação do atlético marido.
Por outro lado, o antigo namorado da adolescência não tardou a se apaixonar pelo lindo dote de uma mocinha que era um tesouro, filha de próspero industrial. Embora se tratasse de uma menina meio café-com-leite, sua herança lhe dava um quê de exótico. Alimentava por ela uma intensa, excêntrica paixão, enquanto que o bonachão rodava com seu Rolls-Royce, jogava em Monte Carlo e repousava em seu iate transatlântico. E numa atitude de misericórdia, suportava, geralmente, como um senhor onipotente, os carinhos milionários da esposa.
Muito tempo depois, porém, por um desses acasos que só o destino sabe explicar, os dois antigos namorados se encontravam nas areias de Copacabana, que é a praia onde todos vão. Já não eram os mesmos. Ele parecia carregar os milhões matrimoniais na respeitável barriga. Ela continuava encantadora, mas apenas na medida que possa encantar uma mulher de cinqüenta anos. Conversaram pouco, o silêncio disse mais. E voltaram a se encontrar, com mais freqüência e menos acaso. Já eram, no entanto, velhos demais para as inflamadas e inúteis discussões dos dezessete anos. Caminhavam calmamente pela areia molhada, mão na mão, por mais ridículo que possa parecer para a sua idade. Caminhavam sem rumo, sem tempo, sem horizonte. E quando se voltavam, sentiam a nostalgia da vida perdida em poucos minutos.
Confiança é conseqüência de sinceridade e de respeito. E quando não existe nenhuma das duas? O que pode mover um relacionamento? São coisas que ando me perguntando nos últimos dias. Quantas e quantas mulheres já passaram por situações onde o seu companheiro não dava como resposta essas “chaves” e elas não cansavam de se doar, de fazer força para que não se esvaísse o relacionamento. Por quê? Porque o sentimento consegue falar mais alto.
Porem, tudo tem seu limite. Chega num ponto onde o sentimento existe e o relacionamento não mais; pois houve um erro de uma das partes, ou das duas. E como a parte lesada, pode tentar uma reconstrução disso? Seria assim o fim de um relacionamento? Viver outra história apagaria essa? Não. Precisamos aprender que vivemos num mundo digitalizado mas não somos como as maquinas que depois de aperta um botão tudo foi pra lixeira, e depois será excluído também desta. Ou seja, não teríamos passado.
O passado não acontece em vão, precisa ser encarado como uma base pro futuro.Descartando-se esta base você nada será. Não pensando no passado, nada poderá oferecer de bom pra um possível futuro.
Falta sinceridade, falta que as pessoas não sejam influenciáveis por joguinhos, achando que só assim encontrariam o grande amor, pois isso o perderia!Pórem o que é verdadeiro não acaba assim. Mas, é bom que algo aconteça pra q se possa ver qual é a verdadeira personalidade das pessoas, que, no caso, se revela num simples exemplo: quando dizem sim querendo dizer não; ate não agüentar mais e explodir tudo!
Como é difícil ter de viver o novo de novo! Até que chega o tempo que nos acostumamos e até gostamos de viver as mesmas situações, cometer os mesmos erros e tudo com um sabor de novo. O novo de novo nada tem. Mas insistimos em fechar os olhos para as situações, tão recorrentes, achando que tudo estará resolvido nessa nova vivência enquanto nunca se resolverá.